sexta-feira, 30 de setembro de 2011


Ele me aperta como sempre, até que algum ossinho da minha coluna estale, e me diz, como sempre também: "Que é que você tem que eu sempre largo tudo e venho te ver ?"
Tati Bernardi

 

E como não dizer que essa calmaria no peito são as mãos de Deus sobre a minha cabeça?  
Caio Fernando Abreu

Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo 

Uma dobradinha para um belo final de semana!
Beijosmil ;*

terça-feira, 27 de setembro de 2011


Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!
Tati Bernardi.

Só quero deixar bem claro, os verdadeiro eu sei quem são. ♫
Projota.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011


   

   Mas ela gosta de colecionar segredos. Coisas grandes, que ela guarda dentro de uma caixinha. É doce, doce, extremamente doce, tão doce. E ela fica ali, mastigando alegrias.


Caio Fernando Abreu.



Quanto tempo, eu já nem sei mais o que é meu. Nem quando, nem onde.
Capital Inicial

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

(...) Enfim: que mais restava aqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Tão lentamente que mal perceberam.



Caio Fernando Abreu in Aqueles dois .

quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Ah, mas tudo bem. Em seguida todo mundo se acostuma. As pessoas esquecem umas das outra com tanta facilidade. Como é mesmo que minha mãe dizia? Quem não é visto não é lembrado. Longe dos olhos, longe do coração. Pois é.


Caio Fernando Abreu


sexta-feira, 9 de setembro de 2011


(...) Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!


(E eu – como boa criança que sou – quero mais é rasgar o pacote!)
Fernanda Mello

terça-feira, 6 de setembro de 2011


Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas.
Caio F. Abreu

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


    

A verdade é que, se me analisarem hoje, eu virei outra pessoa. Sou
quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha
tolerância acabou, minha intuição fareja à distancia uma cabecinha ruim.
Não aceito mais ser amiga de stalkers, de gente mal-resolvida e que me
ferra pelas costas. Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade
agora é uma só: eu. Podem me chamar de egoísta, eu aceito. Mas chega
uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e
ser boa - primeiramente - com a gente

Fiquei amarga? Não mesmo. Agora eu sou prática. 
Vacilou? A porta está aberta, meu bem. Sem dó nem piedade.


Fernanda Mello


E setembro está só começando...